Uma Nova York sem efeitos especiais está no centro da série ‘Os Defensores’

By | 13th August 2017

Cena de “Os Defensores”, da Netflix – Jessica Miglio/Netflix / Divulgação

NOVA YORK — Os estúdios alugados pela Netflix para filmar as histórias dos personagens de “Os Defensores” ficam em um conjunto de antigos prédios industriais no bairro de Greenpoint, onde vive a maioria da população de origem polonesa da cidade. Localizado no limite noroeste do Brooklyn, do enclave pode se ver, do lado de lá do East River, os arranha-céus de Manhattan. E, também, após uma esticada de cabeça para a direita, o primeiro bairro do distrito do Queens, Long Island City. A proximidade do centro geográfico da maior metrópole americana é mera coincidência, mas nos sets cabem todos os cantos retratados no universo Marvel redux. Estão ali um pedacinho do Harlem de “Luke Cage” e da Hell’s Kitchen do “Demolidor”. Também a Chinatown de Coleen Wing (vivida por Jessica Henwick) e a Wall Street das famílias Rand e Meachum, todos de “Punho de Ferro”. Além, é claro, dos bairros do sul de Manhattah, de TriBeCa ao East Village, passando pelo SoHo, percorridos exaustivamente pela investigadora Jessica Jones.

— A ideia, desde o início, era que as versões Netflix da Marvel fossem mesmo mais realistas e menos calcadas no fantástico. Tinha acabado de fazer “Game of thrones” e não poderia imaginar algo mais diferente. Jamais conseguiria me imaginar como um super-herói de filme, mas um cara mais de carne e osso como o Danny Rand, andando por locais muito reais como este aqui, sim! — diz o inglês Finn Jones, que vive o personagem-título em “Punho de Ferro”, em um intervalo de uma cena gravada em um dos símbolos da cidade, o Central Park.

SUPER-HERÓI ANDA DE METRÔ

Foi em Greenpoint (mais precisamente no set de Hell’s Kitchen), em uma tarde gélida de dezembro, que os mocinhos filmaram, depois de 65 episódios avulsos em suas respectivas séries, a primeira cena conjunta do grupo de super-heróis “gente como a gente”, na definição de Jeph Loeb, o capo das produções para TV da Marvel, responsável direto pela transposição dos quadrinhos lado B da gigante do entretenimento para a Netflix.

Urbanos, nova-iorquinos, mais cult do que campeões de popularidade, os personagens ficaram ainda mais “redondos”, acreditam os atores, com a decisão de se filmar nas ruas da cidade ou, no caso de cenas mais rebuscadas, nos estúdios do Brooklyn. Não há uma Sala da Justiça para reunir os Defensores, super-heróis com pecha de artistas malditos e cujo porto seguro são as ruas encardidas da cidade. Não por acaso eles ganharam vida na virada dos anos 1960 para os 1970, quando Nova York havia falido, gangues de rua eram um problema palpável e o crime campeava. Na versão Netflix, no entanto, os heróis enfrentam o mal nos dias de hoje.

— É interessante destacar que os heróis, aqui, são mortais. E eles vivem em uma Nova York que é, também, um personagem da história. Minha personagem, por exemplo, mora ao lado de uma estação de metrô. E em vez de voar, eu até ando rápido para cima e para baixo na cidade, mas usando transporte público. Mais cool, impossível! — diz Henwick, sintetizando a pegada underground, literalmente, do universo nova-iorquino da parceria Marvel-Netflix.

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