Será “Rick and Morty” a melhor série de 2017?

By | 14th September 2017

Será “Rick and Morty” a melhor série de 2017?

Esqueçam os dragões, as personagens do ano são um génio alcoólico e o seu neto idiota.

Um génio bêbedo e um neto parvo. Perfeito.

Quem me conhece sabe que às vezes sou um bocado activista cultural. Quando acredito que uma coisa vale muito a pena, acabo por fazer uma espécie de trabalho de voluntariado ao tentar vendê-la a toda a gente. É assim que justifico dedicar uma crónica sobre cinema a uma série televisiva, possivelmente a melhor de 2017. Deixem-me vender-vos “Rick and Morty”.

Antes de mais, “Rick and Morty” é uma série de animação. Se têm preconceitos contra isso ou não conseguem conceber que “desenhos animados” possam ser melhor que “Game of Thrones”, podem fechar esta janela. Força, eu não levo a mal. Amigos como dantes.

Pimba.

Ainda por cá? Muito bem. Então, isto é uma série de ficção científica, inspirada nas duas personagens de “Regresso ao Futuro”. Rick Sanchez é uma personagem misantropa, niilista e alcoólica, que é também o homem mais inteligente do universo. A história de fundo é que Rick desapareceu quando a filha Beth era pequena e que, passado alguns anos, reaparece para ir viver com ela, o marido Jerry, e os dois filhos, a Summer e o Morty. E é este último desgraçado que se vê arrastado constantemente pelo avô em aventuras bizarras, num universo absurdo de possibilidades infinitas. Rick é um parvalhão sem escrúpulos que destabiliza toda a harmonia familiar e Morty é um miúdo ingénuo a entrar na adolescência que preferia ter uma vida normal, impossibilitada pela presença do avô.

“Rick and Morty” foi criado em 2013 por Dan Harmon (responsável pela série de comédia “Community“) e Justin Roiland, como resposta a um desafio da Adult Swim, uma divisão da Cartoon Network dedicada a séries de animação para adultos. Desde então, produziram três temporadas com cerca de dez episódios de vinte e poucos minutos cada. As temporadas saem de dois em dois anos, não para descanso do pessoal, mas para assegurar que os guiões tem a qualidade exigida por Dan Harmon, um perfeccionista confesso. É um método que funciona, porque as audiências subiram em flecha de temporada para temporada, ajudadas pelo “passa a palavra” e por uma promo genial que os criadores fizeram no início de um episódio dos Simpsons em 2015, que explicou a dinâmica de “Rick and Morty” a um público maior.

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