‘Kingsman: O Círculo Dourado’ reúne de Juliane Moore a Elton John

By | 28th September 2017

SÃO PAULO. O cinema comercial, que só tem como objetivo entreter, permite um teste: se o filme for bom, o tempo vai passar em fast foward. Se for de mediano para baixo, vai passar em slow motion. E os 140 minutos de “Kingsman: O Círculo Dourado” passam numa piscadela de olho. O longa é a continuação da história do grupo inglês de agentes secretos que fingem ser costureiros dos abonados, e usa como armas clichês da cultura inglesa (guarda-chuva, maleta de couro, dentição torta e amarelada).

Neste episódio, Eggsy, o maloqueiro transformado em agente secreto, se vê quase só. Depois de um grande desastre, os Kigsmen são obrigados a pedir ajuda para o equivalente norte-americano do grupo, os Statesmen – que se acobertam sob a identidade de fabricantes de uísque. A trupe norte-americana vem em peso. Pedro Pascal – que deixou saudade na cultura pop desde sua participação na quarta temporada de “Game of Thrones” –, volta a galope como o caubói Whisky, o melhor agente norte-americano. Halle Berry interpreta o cérebro por trás da equipe.

Juntos, os dois grupos combatem uma só ameaça. Julianne Moore como Poppy, a vilã mais deliciosa que Hollywood produziu em alguns anos. A chefona do tráfico mundial de drogas é ególatra, carente e fria. Má a ponto de dar vontade de bater na atriz, se cruzar com ela no supermercado. Poppy criou um vírus que contamina qualquer pessoa que tenha usado drogas ilícitas ultimamente – mesmo que não tenha tragado. Cabe ao presidente dos EUA negociar com a megera.

Enquanto isso, os espiões fazem o que podem, inclusive levar o inimigo para a cama, para descobrir como parar a doença. As cenas de luta são muitas, e lindas, bem coreografadas, filmadas cada uma com estética própria e mortes cada vez mais horrorosas. É um filme imundo, em que tudo é sujo: as táticas de luta, o humor e especialmente a boca dos detetives. Mais engraçado que “Guardiães da Galáxia 2”, que segue a mesma linha de humor.

>Até Elton John, ao contrário de famosos que fazem participações em filmes, entra na toada. O cantor aparece na telona mais do que alguns atores – como Channing Tatum. Sir Elton foi sequestrado pela vilã e é um personagem dele mesmo: xinga, dá chiliques e luta, arrancando risadas.

O produto comercial só teria saído melhor se tivesse uma dose de moralismo a menos no final. Porém serve para lembrar que Hollywood, mesmo quando vai contra a punção conservadora da máquina norte-americana de fazer filmes, vai sempre ser Hollywood.

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