Game of Thrones – “Vamos começar (o encerramento)?”

By | 1st August 2017

Desde que a sétima temporada de Game of Thrones estreou, o domingo dos fãs vêm sendo cheio de momentos impactantes, surpreendentes, de tirar os pés do chão. Isso que estamos ainda no terceiro episódio da temporada. Em temporadas anteriores, com dez episódios, era bem comum o primeiro episódio ambientar o tom da temporada, o segundo ser mais impactante e do terceiro em diante a temporada entrar em uma narrativa mais tranquila, desenvolvendo para um final de temporada bombástico! A sétima temporada terá sete episódios e os produtores estão fazendo questão de que cada episódio seja memorável e consiga fechar todas as amarras, condensando a narrativa cada vez mais nos núcleos principais!

O primeiro episódio, “Dragonstone”, como outros episódios de temporadas anteriores, foi responsável por dar o tom da temporada, relembrar certos fatos que voltariam a ser importantes aqui e estabelecer os personagens principais desse “início do fim” de Game of Thrones! Porém o episódio já começou de maneira chocante, com a vingança do Casamento Vermelho, arquitetada aqui por Arya Stark, completamente fria desde que voltou de Braavos, é a adaptação da séria ao que seria a função da Lady Stoneheart nos livros, porém a série precisa correr!

Entretanto o primeiro episódio passou um receio de que a série ainda perderia tempo com certos momentos que não dava mais para perder, já que ela teria que ser mais objetiva. Cenas como a Lyanna Mormont, que foi destaque da temporada anterior, aqui apenas falando frases de efeito para viralizarem no Facebook, não daria certo. Então momentos como esse, ou a cena do Ed Sheeran, que é bem feita, mas em si é destoante do contexto da série e perde função quando a mesma intenção narrativa com a Arya se repete no segundo episódio de maneira mais eficaz.

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O episódio ainda foca no Cão de Caça e na Irmandade sem Estandartes, que retornaram na sexta temporada e até agora não demonstraram função alguma. O Cão vê alguma coisa no fogo e isso será a motivação da temporada, mas como isso se encaixará na junção de Gelo e Fogo só o tempo dirá. Para um episódio com o nome de “Dragonstone”, a Daenerys chegar só no final, em uma sequência sem qualquer diálogo, apenas para finalizar com “vamos começar?”, bem previsível por sinal, passou a impressão de que a temporada não seria tão objetiva e pontual como demonstrava, porém o segundo episódio fez questão de quebrar essa impressão!

“Stormborn” então já inicia com Daenerys resolvendo uma questão que vários fãs se questionavam e que até então, depois de uma longa viagem de Essos para Westeros nada havia sido comentado, a lealdade de Varys! Ele é um personagem que, igual ao Mindinho, pensa no dele em primeiro luga e deixa isso bem claro para Daenerys em um diálogo um pouco mais acalorado que o normal. Mas nem todos os diálogo que deveriam fechar as pontas, são bem executados. É o caso da cena em que a Melisandre encontra Daenerys e pela primeira vez na série, a teoria do Azor Ahai é discutida de uma forma mais clara.

O problema é que todo o momento da Missandei explicando que a palavra “guerreiro” no idioma original não tem sexo e pode ser tanto homem quanto mulher, é muito autoexplicativo e acaba por parecer um diálogo de fãs que defendem que ou a Dany é o Azor Ahai ou o Jon Snow. A cena serviu para que finalmente houvesse um motivo para esses dois personagens se juntarem! Mas esse claramente não foi o episódio da Missandei, que também foi responsável pelo momento mais irrelevante do episódio, a sequência de sexo com o Verme Cinzento. Eles vêm cozinhando esse casal há umas três temporadas, mas eles são personagens quartenários e gastar cinco minutos só de sexo que não vai levar a história adiante, é muito monótono!

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Mesmo assim, o segundo episódio havia guardado momentos grandiosos e até inesperados. O encontro de Arya com a Nymeria (sim, pessoal, era a Nymeria. Se não fosse, a Arya estaria morta agora), que junto com a cena anterior da garota com o Torta Quente, recuperou um pouco das origens da personagem e sua motivação como Stark de voltar para casa ser maior que sua vingança. Foi um momento muito tocante da Arya com a loba, com ambas se reconhecendo e a Arya compreendendo que a Nymeria, da mesma forma que ela, não é mais a mesma!

 

O segundo momento foi o ataque de Euron Greyjoy as frotas de Yara. A sequência já havia aparecido nos trailers, porém acreditava-se que seria algo mais para o fim da temporada e não logo no início, até pelo nível do ataque. Euron, com toda a sua loucura, prende Ellaria Sand, mata duas das serpentes de areia e captura sua sobrinha e Theon, ainda quebrado de todos os anos como Fedor, se acovarda e foge. O personagem provavelmente terá seu momento de redenção na série ainda nessa temporada e quem sabe um final digno!

O terceiro episódio, “The Queens Justice”, trouxe o tão esperado encontro de Jon com Daenerys. O que provavelmente numa temporada de dez episódios demoraria ainda uns três episódios para acontecer, aqui é direto! Ambos os personagens tem grandes problemas a serem resolvidos com urgência e precisam se ajudar, porém o problema de Jon com os White Walkers é até então um mito e não existe nenhuma indício além da própria palavra dele, já Daenerys quer o Trono de Ferro sem precisar atacar com os dragões, mas sua rival é Cersei Lannister, o que torna tudo pior! A figura do Tyrion então é muito importante aqui para aconselhar “Gelo e Fogo” e de certa forma que eles se entendam para no futuro haver uma ajuda mútua. Sem contar que a interação dos três só fortalece a teoria das três cabeças de dragão, até porque nós sabemos de um segredo que até agora o Jon não sabe!

Em Winterfell, Sansa demonstra que seus anos sofrendo tornou ela uma mulher poderosa, que sabe administrar politicamente como suserana e que também, como muitos outros, não aguenta mais o Mindinho em seu ouvido! Baelish é deixado falando sozinho, pelo retorno do catatônico Bran Stark. Bran, agora como herdeiro legítimo de Winterfell, diz não querer essa função, pois ser o Corvo de Três Olhos demanda uma responsabilidade muito maior, mas o garoto não demonstra nenhuma prova concreta do seu poder para a irmã, apenas, de uma forma muito insensível, relata como ela estava bonita no dia de seu casamento com Ramsay. A questão é que agora Bran voltou e no momento que ele e Jon se encontrarem, ele saberá a verdade sobre seu nascimento e o que isso poderá influenciar no futuro, até com Daenerys!

Contudo o nome do episódio não é “The Queens Justice” a toa. Não há mais limites para Cersei Lannister! Euron Greyjoy entra causando em King’s Landing, com o povo aplaudindo e entrega Ellaria e sua filha para Cersei, que tem um diálogo muito tenso com a viúva de Oberyn e assassina de Myrcela. A sequência e rima visual da Cersei matando a filha de Ellaria como a mesma matou a filha de Cersei é poética e ao mesmo tempo pesada, mostrando que a personagem não quer apenas derrubar seus inimigos, mas quer que eles sofram no processo. Ao se sentir toda poderosa, Cersei não se importa mais com o que achem dela e por isso quer mostrar mesmo que dorme com o irmão e parece que se antes ela estava politicamente enfraquecida, ela já tomou providências para que isso se resolva! Além disso, a “vilã” já encontrou um jeito de enfrentar os dragões de Daenerys, com uma super besta. Podem escrever, teremos dragões morrendo!

Quando a temporada começou, Daenerys era a poderosa! Com os aliados mais fortes, Tyrion como sua Mão e grande estrategista, exércitos, navios e tudo isso se foi em dois episódios! Rumores apontam que Daenerys talvez tenha um(a) traidor(a) ao seu lado, o que justificaria como todas as estratégias de Tyrion foram por água abaixo até agora. Mas também não podemos subestimar Jaime Lannister, que em seu tempo como comandante e prisioneiro aprendeu com estratégias de batalhas, que não são mostradas. O que é um problema, pois é certo a temporada estar acelerada e bem mais objetiva do que de costume, porém há coisas que necessitariam de um maior desenvolvimento e que não acontecem, mas são substituídos por sequências como dos episódios anteriores de Missandei e Verme Cinzento!

Toda a surpresa dos Lannisters abandonarem sua fortaleza, Rochedo Casterly, que está totalmente vazia, e invadirem o solo fértil de Jardim de Cima, enquanto os Imaculados atacavam lá do outro lado, foi surpreendente, pois acreditávamos que seria a temporada de queda total da Cersei e a cada episódio ela só se fortalece cada vez mais. Porém isso só serviu para que Daenerys seguisse finalmente o conselho de Olenna Tyrell: “seja o Dragão”, ou seja, “Dracarys” em King’s Landing! Falando em Olenna, essa grande personagem teve uma despedida a altura da sua participação na série. Não só tomou o veneno com gosto, ao saber que seria indolor, como jogou na cara do Jaime que ela foi a responsável pela morte do Joffrey e ela ainda diz para ele contar para Cersei que foi ela!

A cara de fúria do Jaime, sabendo que não poderia fazer mais nada, vai além, pois isso aumenta os problemas que ele vêm sentindo em relação à Cersei. Todo o ódio dela em relação ao Tyrion, culpando ele pela morte do Joffrey, acarretou na morte do Oberyn e assim na morte da Myrcella, na morte do Tywin, a caminhada da Cersei, que fez com que ela se vingasse explodindo o Septo de Baelor, o que levou o Tommen a se suicidar. Ou seja, essa revelação torna o sentimento de repugnância do Jaime pela irmã ainda maior, o que aumentaria a teoria de que o final da personagem se daria pelas mãos dele!

O quarto episódio da série, pelo decorrer dos últimos, será nesse ritmo acelerado. O que é bom por ser mais objetivo, mas ainda assim há coisas que poderiam ser melhores desenvolvidas, mas tomara que pelo menos eles não percam mais tempo com coisas irrelevantes como ainda aconteceu nos dois primeiros episódios. Faltam apenas quatro para essa temporada acabar e depois serão mais seis. O inverno está aqui e (talvez) a melhor temporada de Game of Thrones também!

 

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