Game of Thrones: Criador da sequência de abertura explica processo criativo e sua relação com a série (Entrevista exclusiva) – Notícias de séries

By | 30th July 2017

Batemos um papo com Rob Feng.

É difícil imaginar a abertura de Game of Thrones de outra forma que não esta que já conhecemos há sete temporada. Mas muito antes de a série estrear, alguém precisou pensar naquela arte. Esta pessoa foi Rob Feng, artista visual que levou para casa o seu próprio Emmy em 2011 por seu primeiro (e único!) trabalho desenvolvendo os créditos de abertura de uma série de TV.

Em passagem pelo Brasil para participar do 25º Anima Mundi, Festival Internacional de Animação, Feng revelou que uma das primeiras preocupações que ele sentiu ao embarcar no projeto foi criar uma forma de abraçar os dois públicos da série, então inédita: honrar os fãs que já conheciam os livros com referências que pudessem identificar, e ao mesmo tempo situar os fãs novos, isto é, que não conheciam os livros, neste complexo universo.

Todd Williamson/Getty Images
Rob Feng

A ideia do mapa surgiu quando Feng leu o primeiro livro da saga e percebeu que George R.R. Martin havia colocado as ilustrações em um apêndice, justamente para nortear seus leitores.

“Quando estávamos trabalhando nos estágios iniciais, não havia um mapa de Pentos nos livros, então a assistente do George [R.R. Martin] desenhou em um guardanapo para nos guiar”, revelou.

Entre os primeiros rascunhos e o resultado final, foram meses de busca por inspirações, tentativas, erros e modificações. “Não lembro exatamente quanto tempo foi, porque faz anos”, confessou Feng ao AdoroCinema. “Mas eu diria que foram cerca de oito ou nove meses para finalizar.”

Enquanto os fãs que observam de perto percebem que a abertura muda ligeiramente a cada temporada, Feng não está envolvido nas alterações que são feitas ano a ano. “Eu e a minha equipe trabalhamos na primeira temporada. As modificações que vieram depois foram feitas pela própria HBO, nós não estamos mais relacionados”, explica.

Não que isso seja, para ele, um problema. Pelo contrário, Feng contou que foi uma grata surpresa ver um artefato da abertura sendo usado na série — quando o giroscópio apareceu no último episódio da 6ª temporada:

“Eu não sabia! Estava assistindo ao episódio e aí de repente eu notei. Fiquei super contente, foi muito divertido vê-lo ali na cena, mas para mim foi uma surpresa também”, contou sorridente, explicando que em momento algum imaginou que algo do tipo pudesse acontecer.

“Há teorias? Não sabia”, surpreendeu-se. “Não foi nada planejado”, explicou quando questionado se haveria um significado maior escondido, que poderia sugerir que Sam é o grande narrador da história. “David [Benioff] e Dan [Weiss] não fizeram nenhuma interferência no que estávamos construindo, eles provavelmente só aproveitaram algo que já existia.”

O mais curioso, no entanto, fica por conta da brevidade do encontro entre a equipe de Rob Feng e o compositor da canção de abertura, Ramin Djawadi. “O tempo dele era muito mais curto do que o nosso, pois ele precisava fazer a trilha sonora de toda uma temporada, várias músicas, e nós tínhamos apenas uma coisa para entregar. Nos reunimos com ele uma vez só, quando contamos no que estávamos trabalhando, explicamos a nossa visão, e depois ele entregou a música pronta”, contou.

“Nós acabamos fazendo algumas mudanças na arte depois que Ramin entregou a música, para que as duas casassem melhor. Mas foi um trabalho bastante atípico, porque nos comunicamos muito pouco, pessoalmente.”

Simpático, de palavras simples (e fã da abertura de Westworld!), Rob Feng encerra a entrevista contando que a sua experiência com Game of Thrones foi única em mais de um sentido. Não apenas foi a primeira vez que ele desenvolveu os créditos de abertura de uma série, mas foi uma que ele não imaginou que duraria tanto tempo. E vem uma confissão: “Quando eu olho para ela agora eu vejo várias coisas que faria diferente. Talvez porque eu já a tenha visto tantas vezes que estou cansado. Mas absolutamente orgulhoso.”

“Os créditos de abertura de uma série são geralmente a primeira coisa que a pessoa vê quando assiste. É a introdução, é algo que precisa dizer sobre aquela série, embora não faça parte dela de fato. Então é uma responsabilidade muito grande”, relacionou.

 

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