‘Game of thrones’, a reestreia que congregou milhões pelo mundo

By | 18th July 2017

Emilia Clarke em 'Game of Thrones' (Foto: Divulgação)Emilia Clarke em ‘Game of Thrones’ (Foto: Divulgação)

 

Considerando que não dá para evitar a frase surrada, lá vai, já na saída: o inverno chegou. A estreia de “Game of thrones”, anteontem na HBO, fez tremer os sete reinos e os 170 países para os quais a série é transmitida. E esse nariz de cera — gíria de jornal para falar de um parágrafo introdutório que não diz muito — serve só para anteceder um aviso: daqui para frente tem spoiler.

O primeiro episódio (serão sete esta temporada) veio depois de um compilado de cenas do ano passado. O recurso deveria ser obrigatório na teledramaturgia para refrescar a memória do público. Em “GOT”, essa necessidade se impõe mais ainda, já que a trama é intrincada e se bifurca em muitos núcleos. Ter uma chance de relembrar, portanto, foi fundamental até para entender o truque da primeira sequência.

“GOT” recomeçou com Arya (Maisie Williams), uma das mais adoradas personagens, e foi emocionante. Ela deu uma mostra de sua nova habilidade, a de emular a aparência alheia. Usou o rosto de Walder Frey (David Bradley) para enganar e matar a turma dele. A sequência foi alusiva a um dos melhores (e mais sangrentos) episódios da série (o nono da terceira temporada), “The red wedding”. Foi quando Robb Stark (Richard Madden) e outras figuras acabaram trucidados numa emboscada armada por Frey numa festa. Agora, Arya vingou a família e, de quebra, lembrou o público de que as facas manejadas nessa série têm sempre o fio tinindo.

O capítulo fez uma espécie de tour pelos núcleos mais importantes. A tarefa não é simples, dado o caráter tentacular do enredo. Mas deu para matar a saudade dos irmãos-amantes Lannister, Cersei (Lena Headey) e Jaime (Nikolaj Coster-Waldau). Ela, mais linda do que nunca, passeou pelo mapa do império que pretende conquistar, mostrando que não se deixou abater pelas mortes dos filhos e pelo escorraçamento público por que passou recentemente. Reencontramos ainda Jon Snow (Kit Harington) e Sansa (Sophie Turner) debatendo estratégias de guerra. No meio da discussão, a menina Lyanna Mormont (Bella Ramsey) se levantou para fazer uma espécie de libelo feminista, um outro bom momento. Também foi ótimo rever Samwell (John Bradley-West) em sua rotina dura na Cidadela. O personagem devorador de livros teve o merecido destaque. Finalmente, a noite fechou bem demais com Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) voltando para casa, triunfal, acompanhada de Tyrion (Peter Dinklage), agora seu braço-direito.

O público parou para assistir ao capítulo pela televisão na hora marcada, o que, convenhamos, é um feito nos dias de hoje. As pessoas também comentaram maciçamente nas redes sociais. Foi o episódio de “GOT” mais falado da História no Twitter, com o Brasil vice-campeão mundial de tweets, ficando atrás só dos EUA. A aventura da HBO mobilizou as plateias e com todos os méritos.

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