Crítica | Game Of Thrones 07×02 – Stormborn

By | 30th July 2017

 

O episódio 02 da 7º temporada de Game Of Thrones – GoT manteve a linha do primeiro episódio: ao invés de focar em alguns núcleos, todos os principais personagens da série apareceram. Dois pontos foram bastante comentados pelo público, um deles, provocando até respostas oficiais.

Sim, os produtores de GoT confirmaram que a líder da alcateia era Nymeria. A fugacidade enquadra-se na narrativa quando lembramos que Arya sempre foi uma garota que não aceitava ser domada. Nymeria também não aceita ser domesticada. E assim como Arya se tornou uma assassina, Nymeria acostumou-se com a vida selvagem. Ao menos, essa foi a explicação dos produtores. A fala de Arya “essa não é você” faz referência à primeira temporada, quando ela recusou um futuro de princesa desenhado pelo seu pai, Ned. Pessoalmente, acho que essa decisão de um encontro tão breve com Nymeria decorreu muito de limitações orçamentárias. Apesar do orçamento gordo, mais vale gastar CGI com 3 dragões do que com uma loba. E nada impede que Nymeria reapareça em momento decisivo do arco dramático de Arya.

Há outro ponto que gerou comentários do público: haveria um traidor no ninho do dragão? O começo do episódio focou forte em Daenerys (Emilia Clarke) e suas relações com seus aliados. Os diálogos deixaram muito claro que a união em torno dela é mais por conveniência, e menos por devoção – como acontece normalmente em política. Os interesses predominantes são: Ellaria (Indira Varma) e Olenna (Diana Rigg) estão por vingança; Lorde Varys (Conleth Hill), por devoção ao povo…; os irmãos Greyjoys revanche contra seu tio; Melisandre (Clarice van Houten) por sua crença nos desígnios do senhor; Tyrion (Peter Dinklage), sinceramente, é o menos claro, há vingança, sede de poder, desejo de justiça e parece ser um dos poucos que confia sinceramente em Dany.

     


Mas, eu falei interesses predominantes. Basta observar a estratégia traçada para a guerra – que coloca a conquista de Casterly Rock como essencial – para supormos que o desejo de Tyrion é vingança. Os conselhos de Olenna também colocam em dúvida os conselhos de todos os homens em volta de Daenerys. Mas, o ponto que certamente provocou a tese de um traidor no meio deles foi o final do episódio, no qual a frota dos irmãos Greyjoys foi atacada pelo tio Euron (Pilou Asbæk). A existência de um traidor tornaria coerente o ataque surpresa de Euron. Certamente, essa dúvida será posta pelos próprios personagens ao repercutir o ataque, que resultou na prisão de Ellaria e Yara. Se há um traidor, quem seria?

Varys seria um nome óbvio para Daenerys e para o público, pois a tese de luta pelo povo nunca é convincente. Dentro da lógica de Westeros, Tyrion seria outro nome, por ser um Lannister. Porém, esses seriam nomes um tanto óbvios, e a série sempre conseguiu surpreender o público. Pensemos, então, nos outros nomes.

Yara Greyjoy seria muito incoerente; a série nos apresentou um claro conflito entre ela e o tio, não há nada para justificar uma aliança com Cersei. Ellaria Sand guarda um legítimo desejo de vingança; desde a morte o Oberyn, tudo que ela tem feito é para vingar a sua perda. Sobra Olenna. Apesar de odiar Cersei, ela já demonstrou ser bastante dissimulada e desejosa pelo poder para justificar, não uma traição, mas uma atuação dupla. Sim, se Olenna vazou informações sobre os planos de Khaleesi, não foi por amor à Cersei, mas por estar agindo como espécie de agente duplo, apostando dos dois lados, a fim de se garantir próxima ao poder no final de tudo. E se pensarmos que ela se uniu à Lord Bealish (Aidan Gillen) para matar Joffrey, não iria me surpreender uma união entre os dois para se garantirem independente do vitorioso.

Apesar de tudo isso que falei acima, com a maior sinceridade, acho que nada disso vai proceder. A explicação mais plausível é que os próprios roteiristas contaram para Euron sobre a rota da frota dos irmãos Greyjoy. A sensação que fiquei é de que esse ataque era preciso para o andamento do roteiro. E ponto final. Pode ser pouco coerente com a trama, mas é coerente com a velocidade que os roteiristas deram para GoT nesta temporada.

Na temporada passada, o ritmo de GoT já havia aumentado, chamando a atenção dos fãs. A redução do número de episódios nesta 7º temporada impõe um ritmo mais rápido. Nos dois primeiros episódios, isso não prejudicou o andamento, mas já é algo que se nota. Melhor exemplo são os pombos correios que ganharam uma velocidade digna de Whatsapp. No mesmo episódio, Jon Snow (Kit Harington) recebeu a mensagem de Tyrion e de Sam e já seguiu para Pedra do Dragão. Em outras temporadas, isso levaria ao menos 3 ou 4 episódios. Se isso aumenta o turbilhão de fatos que anima o público, mal dosado, pode deixar esta temporada fora do tom, prejudicando a coerência da série como um todo. Os roteiristas têm tanta consciência disso, que fizeram questão de colocar a menção da passagem do tempo na boca de Jon, quando da reunião com os lordes do Norte.

Sim, outras coisas importantes aconteceram no episódio, mas, gostaria de focar na batalha do final do episódio. Ao ver a batalha, logo me lembrei das batalhas da série Vikigns. E, conferindo depois no IMDb, percebi a razão das semelhanças: o diretor de fotografia do episódio 2, P. J. Dillon, foi o mesmo da série Vinkings, daí a semelhança. Além dessa curiosidade, a forma como a batalha foi desenhada diz muito sobre esta temporada: uma sequência de cortes rápidos, enquadramentos muito próximo dos atores, fotografia escura e uma ligeira acelerada nos quadros. Foi algo tão fechado, que só na parte final, a câmera abriu e mostrou a frota em chamas.

Essa opção não deve ter sido apenas para ganhar dinâmica; muito provavelmente, o orçamento foi determinante: melhor guardar  grana para os episódios finais do que para uma batalha no segundo episódio.

O orçamento está ditando muito os rumos desta temporada. A redução no número de episódios tem influência financeira: uma temporada mais curta permite gastar mais por episódios, melhorando a qualidade deles. E como os produtores querem manter o nível, a redução no número dos episódios permite manter o nível de qualidade na produção. Resta saber se eles vão manter o bom ritmo da série, como foi na temporada anterior.

E, aí, o que achou do episódio? Também acredita que há um traidor na Pedra do Dragão? A cena de Jorah embrulhou o estômago? O que acha da estratégia de Cersei? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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