CRÍTICA: ‘2:22 – Encontro Marcado’ é ruim como suspense, ação ou romance – 07/09/2017 – Ilustrada

By | 7th September 2017


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2:22 – ENCONTRO MARCADO (ruim)
(2:22)
DIREÇÃO Paul Currie
PRODUÇÃO Australia, EUA, 2017, 12 anos
ELENCO Teresa Palmer, Michiel Huisman e Sam Reid
Veja salas e horários de exibição

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Pouca coisa pode ser aproveitada em “2:22 – Encontro Marcado”, filme sobre um controlador de tráfego aéreo bonitão que vê sua vida virar do avesso quando coincidências estranhas começam a se repetir dia após dia.

A primeira dificuldade do longa assinado por Paul Currie é decidir-se por um gênero. A história parte de um suspense cheio de ação até intrigante, capaz de fisgar o público nos momentos iniciais.

Mas, em certo ponto, o negócio descamba para um romance meio dramático, com rompantes policiais e de ficção científica. Uma miscelânea cinematográfica de espantar a atenção de qualquer espectador.

Depois de quase provocar um acidente aéreo, Dylan (Michiel Huismann, o Daario Nahario de “Game of Thrones”) nota que os eventos ao seu redor passam a acontecer numa espécie de padrão, que sempre termina às 2h22, na estação Grand Central.

Uma gota caindo, o latido de um cachorro, o cumprimento de um casal, uma buzina de carro, uma pequena explosão. Religiosamente no mesmo horário.

A edição dinâmica, marcada por cortes rápidos, belas tomadas aéreas de Nova York, closes e muitos efeitos especiais se soma ao clima de mistério e ajuda a manter os olhares concentrados na tela.

Porém, o surgimento abrupto e nada convincente de Sarah (Teresa Palmer) quebra o suspense e confere contornos românticos insossos à trama. Daí em diante, é preciso um esforço enorme para não dispersar.

Desafiado a assistir um balé aéreo, Dylan esbarra no caminho da jovem curadora de arte, e os dois se apaixonam na mesma velocidade frenética da edição do filme. Pior, descobrem que seus destinos estão enigmaticamente conectados e que a vida da moça corre sério perigo.

As reviravoltas rocambolescas –justificadas por forças cósmicas– incluem ainda um ex-namorado obsessivo (numa interpretação aguada de Sam Reid), uma história de amor de antepassados, um assassinato brutal e assim vai…

A essa altura do campeonato, o desinteresse só não é total porque dá uma ligeira curiosidade de saber aonde tanta invencionice vai parar. O desfecho, entretanto, acompanha o tom do restante do filme e tampouco alivia os tropeções.

Ironicamente, “2:22 – Encontro Marcado” é daqueles compromissos que você pode chegar bem atrasado ou cancelar sem o menor peso na consciência, porque não vai perder nada. Entretenimento descartável.

Assista ao trailer

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