Capital Inicial quer levar efeitos ‘para lá de Game of Thrones’ ao Rock in Rio, diz Dinho Ouro Preto | Rock in Rio 2017

By | 28th August 2017

Capital Inicial promete efeitos 'pra lá de Game of Thrones' no Rock in Rio

Capital Inicial promete efeitos ‘pra lá de Game of Thrones’ no Rock in Rio

“Dinho is coming”, diria o trailer de um falso episódio de “Game of Trones” sobre a chegada do Capital Inicial ao Rock in Rio 2017, com efeitos “de cair o queixo”. Agora vamos voltar à realidade, em português, na voz do cantor mesmo: Dinho está chegando para a 5ª vez da banda na Cidade do Rock, e quer renovar o show com fogos “para lá de Game of Thrones”, em referência aos efeitos grandiosos da série.

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O equipamento é herança da banda alemã de heavy metal industrial Rammstein, conhecida por shows explosivos. O vocalista Till Lindemann fez cursos de pirotecnia e, entre outras peripécias, flutua no palco com asas de metal que soltam fogo pelo céu. Eles deixaram parte dos equipamentos na última turnê no Brasil, e o Capital Inicial agarrou a oportunidade.

Veremos Dinho Ouro Preto de asas metálicas cuspindo labaredas pela Barra da Tijuca? Talvez eles não cheguem a este ponto, mas a pirotecnia será impressionante, ele promete. Isso se correrem bem os testes a serem feitos em uma casa de shows de São Paulo – tudo acompanhado pelo Corpo de Bombeiros, ele ressalta.

Dinho Ouro Preto no seu estúdio em casa, em São Paulo (Foto: Fabio Tito / G1)Dinho Ouro Preto no seu estúdio em casa, em São Paulo (Foto: Fabio Tito / G1)

Dinho Ouro Preto no seu estúdio em casa, em São Paulo (Foto: Fabio Tito / G1)

“Não é mais o fogo só atirado para cima. Vai em várias direções e intensidades. Tem umas labaredas que explodem longe da máquina, com 10 pontos de pirotecnia”, descreve.

“Quando eu era adolescente, adorava Kiss, e adorava ver bandas botarem de pé shows inacreditáveis. E acho legal uma banda brasileira poder ter o espaço em que o Rock in Rio fala: você pode fazer o que você quiser, com o mesmo respeito de uma banda gringa. E a gente pretende fazer tudo o que pode naquele palco e tentar orgulhar o Brasil.”

‘Previously’ no Rock in Rio: ‘Pavor’ e glória

Enquanto planeja o quinto episódio do Capital no Rock in Rio (os anteriores no Rio foram em 1991, 2001, 2011 e 2013), Dinho Ouro Preto lembra os capítulos passados. O mais marcante foi o segundo, com a banda no auge da turnê do seu “Acústico MTV”, de 2000.

O vocalista relembra todo o drama:

“O Capital tinha acabado de estourar o “Acústico”, no momento de maior exposição, maior sucesso. Mas era uma noite com Deftones, Silverchair e Red Hot Chili Peppers. Era uma noite meio nervosa, e na turnê a gente tocava violão.

A gente viu pela televisão o Carlinhos Brown levando uma saraivada de latas. Aí falamos: ‘Pô, nós somos os próximos. A gente vai tocar violão numa noite pesada, vão jogar ovo na gente, vão jogar lata na gente também.’ Era como se estivéssemos caminhando para o pelotão de fuzilamento.

E eu lembro que a gente correu, ensaiou um dia antes o mesmo repertório só que na guitarra. Fora isso a gente estava tocando sentado há seis meses. E falamos: “Meu, a gente não pode tocar no banquinho ali, vai ser um desastre”. E fomos sem distorção, mas só para ficar em pé, tocar guitarra.

A gente estava apavorado. Tava todo mundo com o coração saindo pela boca.

E a gente reproduziu o disco exatamente como foi gravado. Começa com “Passageiro”, super devagar, leve. E as pessoas reagiram de um jeito que a gente nunca tinha visto. Até onde a vista alcançava tinha gente, nunca tínhamos tocado para uma multidão daquele tamanho.

Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial (Foto: Fabio Tito / G1)Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial (Foto: Fabio Tito / G1)

Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial (Foto: Fabio Tito / G1)

A gente não instigou a plateia, não sabia como era isso. Estava no nosso canto tocando. E as pessoas levantando as mãos. Estávamos super assustados, tímidos. E tudo que aconteceu ali foi espontâneo. Uma cantoria impressionante. Fiquei espantado, surpreso e comovido. Foi um momento singular na nossa carreira.

Eu lembro que o Bi dos Paralamas estava na plateia. E falou: ‘Pô, Dinho, você não sabe o que foi’.

Talvez eles tenham percebido a nossa inocência e despretensão. De como nós éramos, talvez, a coisa mais improvável ali. E era muito pequeno, mal tinha conteúdo de telão, coisas muito simples. E saímos em pé, vitoriosos de uma situação como essa.”

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