10 Vilões que todos adoramos odiar

By | 13th September 2017

Não importa o meio, a maioria das histórias, e dos heróis dessas mesmas histórias, dependem diretamente da qualidade dos seus antagonistas. Seja uma entidade intergalática ou um lunático com desejos de obliterar a humanidade da face do planeta, ou talvez um professor com um estranho prazer em castigar os seus subordinados, o antagonista é o que determina a fricção entre os heróis e os seus objetivos.

De seguida fica uma lista com 10 vilões (sem nenhuma ordem particular), daqueles que são impossíveis de ignorar, ao ponto em que o ódio que sentimos por eles se confunde com a sensação de que não conseguiríamos viver sem eles…

Andrew Ryan (BioShock)

BioShock é uma das obras que definiram a geração passada de videojogos, e a presença de Andrew Ryan é parte importante nessa equação. Fundador do “paraíso” conhecido como Rapture, a voz de Ryan nos ouvidos do jogador é a principal força motivadora de cada ação que tomas enquanto jogador.

Os seus atos egoístas levam à ruína da cidade eventualmente, assim como ao brutal desaparecimento dos seus cidadãos, mas o legado de Ryan surge nas revelações dos momentos finais da sua vida. Quando Jack, o personagem que controlas, assim como o próprio jogador chegam à conclusão que são apenas peões num quadro global maior, a frase “Would you kindly?” e “A man chooses, a slave obeys,” ecoam nos nossos ouvidos, marcando para sempre a história dos videojogos – Marty Sliva.

Joffrey Baratheon (Game of Thrones)

Existem poucos personagens que conseguem ser tão universalmente desprezíveis como Joffrey Baratheon no mundo de Game of Thrones. Embora Ramsay Bolton possa ser visto como alguém puramente maligno, e Cersei Lannister como alguém capaz de passar por cima de todas a moralidade, foi Joffrey que se afirmou como o vilão que todos desejávamos poder esmurrar repetidamente, sem sentir qualquer remorso.

Talvez tenha sido a interpretação perfeita de Jack Gleeson ou a natureza do personagem retirada das páginas da obra de Martin, mas posso afirmar com segurança que o odeio desde o primeiro momento que o vi no premiere de Game of Thrones. – Terri Schwartz.

Hannibal Lecter (Silêncio dos Inocentes/Hannibal)

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Ele é um assassino. É um canibal. E wow, as pessoas adoram vê-lo matar e comer outros seres-humanos. A presença de Hannibal Lecter foi fascinante nos livros de Thomas Harris, mas foi a interpretação de Anthony Hopkins que o tornou um ícone. Culto, calculista e incrivelmente perigoso, Lecter inspira medo e respira carisma ao mesmo tempo.

A versão de Mads Mikkelsen na série de televisão Hannibal estendeu a sua popularidade, sendo que vimos o doutor fazer tantas coisas vis, e mesmo assim, não conseguíamos evitar sentirmo-nos atraídos por ele, tal como o pobre Will Graham. E sim, podemos tê-lo visto a comer humanos, mas já viram que grande cozinheiro ele consegue ser? – Eric Goldman

Cruella de Vil (101 Dalmatians)

“Cruella de Vil. Se ele não te assusta, nada o conseguirá fazer…” Originalmente uma personagem da literatura, Cruella de Vil — um nome claramente nascido da junção entre “cruel” e “devil (diabo)” — é mais conhecida pelas animações da Disney e mais tarde pelas adaptações live-action das mesmas.

Herdeira de grandes riquezas, o seu glamour disfarça a sua loucura. Cruella ordena o roubo de um conjunto de pequenos Dálmatas para os poder esfolar e transformar em casacos de pele. Os cães bebés são mais fofos e — ELA QUER ESFOLAR BEBÉS PELO AMOR DE DEUS! Essa razão é suficiente para colocá-la em qualquer lista de vilões desprezíveis. Cruella de Vil conseguiu resistir ao teste do tempo como uma das mais icónicas vilãs da Disney, uma demonstração de como as pessoas gostam de cães e odeiam quem lhes deseja fazer mal. – Jim Vejvoda

Dolores Umbridge (Harry Potter)

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À superfície, Dolores Umbridge não tem as “qualidades” que normalmente definem um bom vilão — um amor por gatos e uma afinidade pelo cor-de-rosa, para dar alguns exemplos. Mas com a sua natureza cruel, tendências sádicas e o facto de ter apoiado Tu-Sabes-Quem, Umbridge rapidamente se tornou numa das mais detestáveis vilãs do universo de Potter.

Pessoas como Voldemort e Snape pelo menos têm uma história de fundo com que conseguimos simpatizar, mesmo quando viraram para o lado negro. Já Umbridge prosperava a fazer a vida negra aos outros, sem que tivesse qualquer elemento na sua personalidade capaz de a humanizar. – Terri Schwartz

Purple Man (Jessica Jones)

O Purple Man tem feito parte do universo da banda-desenhada Marvel desde há muito tempo, antes de Brian Michael Bendis utilizá-lo como antagonista principal do comic Alias, mas nunca que as suas habilidade tinham sido exploradas de forma tão terrivelmente realista.

Se uma pessoa vazia de morais pudesse obrigar-te a fazer tudo que quisesse, as coisas que ele faria seriam horríveis, como a pobre Jessica Jones descobriu. A versão de Purple Man (Killgrave) na série do Netflix ajudou a cimentar a sua posição no quadro dos grandes vilões, graças à excelente interpretação de David Tennant. – Eric Goldman

Handsome Jack (Borderlands)

Handsome Jack é a verdadeira definição de um vilão que adoramos odiar. A forma incrível como Anthony Burch o escreveu, juntamente com a fantástica performance de Dameon Clarke, tornaram impossível desviarmos o olhar das suas ações, mesmo quando estas são absolutamente abomináveis.

A alegria que retira da dor e da miséria dos outros, incluíndo da própria filha, tornaram-no num vilão que não merecia nunca um pingo da nossa simpatia. E ainda assim, quando Tales From the Borderlands foi lançado, a Gearbox e Telltale fizeram o impossível, fazendo-nos partilhar um conjunto de momentos reais e honestos com este completo monstro.

Joker (Batman)

O príncipe do crime é amado pelos fãs graças à forma deliciosamente desonesta que consegue por os seus planos em prática. Cada versão do personagem (e existem muitas) encontra uma forma de nos chegar às entranhas, vejam o o clássico de Scott Snyder e Greg Capullo para perceber exatamente o quão cruel Joker consegue ser.

Ler as suas histórias é uma lição em frustração porque é difícil imaginar uma forma de travar um vilão cujo objetivo não é dinheiro, ou poder, mas sim o caos. Essa é talvez a qualidade mais perturbante de Joker e a razão para que embora queiramos ver Batman a impedir os seus planos, desejamos ao mesmo tempo que ele se safe, para saber o que vai tramar de seguida. – Joshua Yehl

Kefka Palazzo (Final Fantasy VI)

Levou algum tempo para criarem um vilão que fossemos realmente capazes de amar odiar durante a era dos 16-bit, mas foi exatamente isso que a Square fez com Kefka em Final Fantasy VI. Kefka Palazzo quebrou as normas dos antagonistas dos JRPG ao ser ruidoso, duro e completamente louco. O seu intenso ódio e riso icónico enriquecem os momentos mais tensos, como quando envenena um rio, matando todos os cidadãos do reino. – Marty Sliva

Light Yagami (Death Note)

Quando começamos a ver Death Note, olhamos para Light Yagami como qualquer outro protagonista, torcendo para que tudo corra pelo melhor com ele. O curioso é que passamos deste patamar de fã e acabamos a série a torcer pela sua morte. Possuidor de um livro sobrenatural capaz de provocar a morte a quem cujo nome for inscrito nas suas páginas, Light virou-se primeiro contra alguns criminosos que entendia merecerem morrer. Mas tal como diz o ditado, ‘poder absoluto corrompe absolutamente’, e assim, não passou muito tempo até executar um grande número de pessoas, considerando-se como um Deus chamado Kira.

Tudo isso captou a atenção de uma outra figura, L, acabando por resultar numa perturbadora investigação, uma trágica amizade e um doloroso jogo de dualidades. Quanto mais começávamos a gostar de L, mais odiávamos Light. Foi nesta dança de gato e rato que a história se desenrolou, terminando de forma agridoce. – Joshua Yehl

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